A manifestação foi organizada pelo Sindicato Internacional dos Marítimos (SIU) do Canadá e pela recém-formada Aliança Canadense de Marítimos e Cadeia de Suprimentos (Canadian Maritime & Supply Chain Coalition) para protestar contra o impacto nocivo que o acordo CETA terá sobre o comércio marítimo nos dois lados do Atlântico.
Os cinco anos de negociações foram conduzidos em sigilo, impedindo qualquer oportunidade de escrutínio público.
Contudo, apesar do anúncio oficial, parece que existe uma luta pelo poder entre a UE e alguns Estados-membros em relação à proposta controversa para introduzir um chamado procedimento de ‘resolução de litígios entre investidores e o Estado’.
Isso permitiria que empresas estrangeiras processassem governos num sistema jurídico privado e poderoso, contornando os tribunais públicos.
Fugas do texto revelaram que o CETA terá outros impactos de longo alcance.
Por exemplo, colocará milhares de postos de trabalho canadenses em risco por abrir partes chave do transporte marítimo a empresas européias e abolirá os direitos de províncias, municipalidades, escolas e hospitais de obterem o máximo de seus orçamentos para contratações públicas por favorecer bens e serviços locais.
O secretário da seção dos marítimos da ITF Jon Whitlow disse: “Fui testemunha de verdadeira cólera em relação ao sigilo das negociações do CETA e à ameaça que o acordo coloca ao comércio marítimo.
Em meu discurso, realcei que a ITF e a ETF subscrevem inteiramente a importância da cabotagem nacional, a necessidade de reter a cabotagem canadense e a necessidade de continuar a consolidá-la na lei.
Ainda está pouco claro se o texto do acordo já foi finalizado, mas a aliança continuará realizando campanhas para a supressão do capítulo sobre serviços marítimos internacionais.”
Uma vez finalizado, o acordo tem de ser adotado pelo Conselho Europeu, pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais.
A ITF, ETF e vários sindicatos são membros da aliança.
Aliança se manifesta contra acordo comercial UE-Canadá
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